Peregrinos

sábado, 23 de julho de 2011

Acesso a Deus




Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade”.
Hebreus 4:14-16

Jesus por meio de seu sacrifício vicário nos deu a licença de entrarmos na presença de Deus sem sermos consumidos. Após seu sacrificio Ele nos reconciliou com Deus e algumas verdades pode ser ditas:

  • Deus está assentado em um trono sim, mas, não é inascessível.
  • O véu que nos separava de Deus foi rasgado;
  • O pecado que nos separava de Deus foi destruído (purificado) pelo sangue do Senhor Jesus derramado por nós naquela cruz;
  • Mediante a isso, temos acesso ao trono desse Rei e podemos chama-lo de Pai e amigo.
  • "Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus". 1 Timóteo 2:5



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Questões Respondidas quanto ao Evangelismo


“Dar lugar em sua vida para vizinhos não-cristãos exige esforço, ideias e, às vezes, risco. É mais difícil se construírem pontes do que paredes. Mas isto não altera uma realidade:os não-cristãos são atraídos primeiro pelos cristãos e depois por Cristo. Infelizmente, nem todos os cristãos atraem. Como um imã virado, alguns repelem. Contudo, cristãos que vivem para Deus, amam, preocupam-se, riem, compartilham e se envolvem nas necessidades das pessoas, apresentam um testemunho inegável de Cristo em sua sociedade”.

ALDRICH, Joseph C.; Amizade a chave para a Evangelização. – São Paulo : Vida Nova, 1992

01) “Dar lugar em sua vida para vizinhos não-cristãos exige esforço, idéias e, às vezes, risco”. O que o autor quer nos dizer com esta informação? Explique os termos: esforço, idéias e risco, no sentido da frase. Perceba que ele diz sobre a “sua vida” e não igreja. Considere isto em sua resposta.

02) “Infelizmente, nem todos os cristãos atraem. Como um imã virado, alguns repelem”. Isso é possível? Se sim, como seria possível? Apresente em sua resposta o que o autor quis dizer, e com base em suas leituras e experiência com o tema Evangelização. Comente sobre a questão de alguns cristãos não atraírem, no sentido evangelístico. Há como reverter isto?

Respostas.

1) Quem é aquele que evangeliza? Este é nécio? Este é realmente convertido (sofreu a obra do Espírito Santo)? Ou, este é simpatizante? As pontes são construídas entre um crente (evangelista) e o mundano (adepto ao mundanismo), mas, essa ponte, tende a corromper o evangelista. Em minha opinião, vai de bagagem. Quem tem mais bagagem? Quem tem mais coisas a oferecer? O Evangelista tem vida, tem testemunho e amadurecimento na fé suficiente pra entrar na selva brava e buscar os perdidos? Esta é a grande questão!

2) Alguns crentes não atraem, repelem! Eis uma grande verdade. Visto que alguns olham para os de fora de cima para baixo e se esquecem que eram como aqueles que estão hoje no lamaçal do pecado. O que falta para a Igreja de Cristo e seu crente do século XXI é ser e ter o sentimento de Paulo quando diz que é: "Devedor da Graça a todos que não a tem" (Rm 1:14). Sim, nós temos uma dívida com os de fora, apresentar a eles este Salvador que mudou nossas vidas para sempre!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Marcas de um Verdadeiro Cristão


Jonathan Edwards procurou promover uma vibrante fé cristã ensinando as pessoas quais são as verdadeiras “marcas,” ou sinais da vida piedosa, “Marcas Características de uma Verdadeira Obra do Espírito de Deus, 1741”. Ele o fez não somente porque era muito esperto e gostava de categorizar as coisas, mas porque ele queria que os cristãos experimentassem a alegria do verdadeiro Cristianismo e então espalhassem aquela alegria para os outros.
Segue as marcas de uma verdadeira obra do Espírito na vida do crente:
1. Ama a Jesus
O primeiro destes sinais era uma “alta estima” por Jesus Cristo. O ponto deste primeiro sinal é que, quando o Espírito se move no coração de uma pessoa e o acorda para a fé e o arrependimento, sua visão de Jesus muda. O crente simbólico respeita a Jesus, mas não o reverencia ou exalta. O verdadeiro cristão se deleita em Jesus, um deleite que é frequentemente evidente e contagioso. Ao servimos em missão para Deus promovendo o evangelho, nós devíamos esperar ver uma “alta estima” por Jesus Cristo, o autor de nossa redenção.
“Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças”. Marcos 12:30

2. Odeia o pecado
O segundo sinal de uma “verdadeira obra” é um ódio crescente pelo pecado e a derrota de práticas pecaminosas.
Neste ponto, como nos outros, é tanto profundo quanto simples. Um dos claros sinais de uma obra de Deus é o ódio crescente pelo pecado. Nossos olhos são abertos de repente para ver o horror da condição de alguém. Onde antes alguém identificava fraqueza e falhas, mas sempre tinha desculpas na ponta da língua para cobrir estas deformidades pessoais, agora o Espírito mostra ao pecador o quão desprezível e mal ele é.
“Amado, não imite o que é mau, mas sim o que é bom. Aquele que faz o bem é de Deus; aquele que faz o mal não viu a Deus”. 3 João 1:11
“Aquele que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo”. 1 João 3:8
“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge”. 1 João 5:18

3. Ama a Palavra de Deus
O terceiro sinal de uma “verdadeira obra” é o amor pela Bíblia. Edwards ligou este amor pela Escritura não simplesmente por apreciação literária de seu conteúdo, mas a uma fome e uma sede pela Palavra de Deus dadas pelo Espírito.
Muitas pessoas respeitam a Bíblia. Ela é conhecida como um “livro sagrado,” um texto sagrado. Mas poucas pessoas a veem como a tangível palavra de Deus que o próprio Deus “apontou e inspirou para entregar à sua igreja sua regra de fé e prática” como “a grande e permanente regra para a direção de sua igreja.” Onde o coração de uma pessoa arde de amor e santo “respeito” pelas Escrituras, o Espírito trabalhou.
“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite.”. Salmo 1:1,2
“Respondeu Jesus: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele morada”. João 14:23

4. Ama a verdade
O quarto sinal que marcava a presença de uma “verdadeira obra” era um elevado amor pela verdade e pelas coisas de Deus.
Uma consciência e uma reação à verdade divina era um claro sinal de que o Senhor havia movido em corações humanos. Então onde as pessoas passaram a ver “que há um Deus” e que ele é “grande” e “odeia o pecado,” e que eles próprios têm “almas imortais” e “devem dar conta de si mesmos a Deus,” o Espírito estava operando a verdadeira conversão.
O Espírito não leva os crentes ao erro. Portanto, quando ouvimos notícias de conversão, quer seja em massa ou individual, nós precisamos ouvir repercussões da verdade no testemunho do convertido. Ele ama mais a verdade? Ele ama mais a Deus? Ele se compromete com a sã doutrina e arraiga sua fé nela? Cristãos missionais buscam odiar o pecado e levar outros a fazer o mesmo.
“O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”. 1 Coríntios 13:6
“Pois o teu amor está sempre diante de mim, e continuamente sigo a tua verdade”. Salmos 26:3

5. Ama os crentes (seus irmãos)
O último sinal positivo na taxonomia de Edwards da “verdadeira obra” do Espírito, era o amor de alguém pelos companheiros cristãos.
Muitas pessoas que professam a Cristo perdem o chão neste ponto final. Eles podem até gostar dos comembros da igreja e contribuir de alguma forma para seu bem-estar, mas não foram cheios pelo Senhor com um santo amor por seus companheiros cristãos, e assim eles não os servem. A verdadeira conversão irá fazer com que casais estáveis cerquem jovens cristãos famintos de discipulado. Levará cristãos a dar generosamente a missionários e companheiros crentes (veja 2Coríntios 8). Irá fazer com que os crentes mais antigos passem tempo mentorando os mais jovens (veja Tito 2).
No final, a forma de cuidar de irmãos diz mais respeito ao nosso testemunho de conversão e nosso entendimento da missão do evangelho do que possamos inicialmente pensar. Verdadeiros cristãos distribuem amor aos seus irmãos como resposta à graça de Jesus.
“Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo”. Gálatas 5:14
“Se vocês de fato obedecerem à lei real encontrada na Escritura que diz: "Ame o seu próximo como a si mesmo", estarão agindo corretamente”. Tiago 2:8
“Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não procede de Deus; e também quem não ama seu irmão”. 1 João 3:10
“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”. João 13:35

Conclusão
Qual destas “marcas” do verdadeiro Cristianismo mais sobressaem em você? Você tem todas essas marcas?
Ore a Deus, peça pra Ele uma conversão genuína que lhe gere marcas de uma verdadeira obra do Espírito em sua vida, para que você seja um “Verdadeiro Cristão”.





quinta-feira, 14 de abril de 2011

O valor das Doutrinas


“Nós caímos em um abismo no qual a reafirmação do óbvio é o primeiro dever do homem inteligente”. Escritas em 1939, as palavras de George Orwell parecem ser endereçadas aos líderes da igreja biblicamente iletrada de hoje.

A coisa mais óbvia a ser dita sobre o Cristianismo é que ele se apóia em fatos históricos: a Criação, a Encarnação, e a Ressurreição. Desde que nossas doutrinas sejam uma reivindicação da verdade, elas não podem ser meros simbolismos. É importante lembrar a forma como celebramos a Ressurreição, que geralmente é ofuscada pelo esplendor da Páscoa.

Para mim, é evidente que a doutrina é importante. Há alguns anos, eu visitei o Sri Lanka, logo depois de o bispo anglicano David Jenkins ter rejeitado a doutrina da Ressurreição como uma “brincadeira mágica com os ossos” (mais tarde foi revelado que ele havia citado um texto erroneamente). O líder do nosso ministério, que me acompanha palas prisões do país, disse que a notícia custou muitas conversões, porque budistas e hindus usaram isso para convencer as pessoas de que o Cristianismo é baseado em uma simples travessura.

Claramente, quando nós paramos de lavar a sério as verdades históricas da igreja, nós enfraquecemos nosso testemunho, geralmente com grandes consequências. Por exemplo, grupos de estudantes islâmicos fazem proselitismo afirmando que os cristãos adoram três Deuses: Pai, Mãe, e Filho. De onde eles tiraram essa ideia? Dos cristãos egípcios do século VII, que abandonaram a Bíblia e abraçaram essa heresia.

Um estudo do Pew Forum on Religion and Public Life, feito a alguns anos,revelou uma excessiva ignorância doutrinária entre os cristãos americanos. 57% das pessoas acreditam que pessoas que seguem outras religiões poderão usufruir a vida eterna. O resultado foi tão inesperado que o fórum repetiu o estudo, perguntando questões mais específicas. As respostas permaneceram inalteradas. Surpreendentemente, cerca da metade disse que qualquer um, inclusive ateus, irão para o céu. Céu para o ateu? Essa é a antiga heresia do universalismo.

A indiferença às verdades do evangelho é percebida em outras esferas também, como entre as pessoas que é defendem os “fatos, e não a crença”, e na infinita discussão sobre as novas formas de “entender” ou “fazer” teologia. Alguns aderem à antigas heresias, que dizem que as doutrinas devem ser extraídas de experiências íntimas, de sentimentos pessoais. Isso é uma versão do Gnosticismo.

Há aqueles que querem adaptar o Cristianismo a era pós-moderna, ou desenvolver sua teologia publicamente com não-cristãos, ajudando a formular o resultado. Sim, nós precisamos contextualizar a mensagem para que as pessoas do nosso tempo e cultura entendam a verdade que nós proclamamos. Mas isso é radicalmente diferente de mudar a verdade cristã que os pais da igreja definiram em seus concílios.

Como um repórter noticiou, mesmo quando os cristãos conhecem as doutrinas verdadeiras, eles temem dizer a verdade com receio de ofender os outros. Por quê eu deveria impor minha verdade aos outros? é um pensamento que define muitos de nossos crentes.

É por isso que J. I. Packer, no seu octogésimo aniversário, disse que o grande desafio dos evangélicos é recatequizar nossas igrejas. Mais do que nunca, os cristãos precisam ter a capacidade de falar corajosamente sobre a esperança que eles escondem dentro de si.

É claro que a fé pessoal é importante, mas não é suficiente. E sim, a doutrina tem sido ensinada de forma seca e insatisfatória. Mas como Dorothy Sayers notou, uma vez que nós entendemos o que as doutrinas cristãs ensinam, “O dogma é o drama”.

A determinação de restaurar a fé ortodoxa - a fé que “de uma vez por todas foi entregue” (Jd 1.3) – nos leva a Reforma, de quem nós somos herdeiros. Uma nova ênfase na doutrina ortodoxa poderia, também, transformar a igreja e a cultura atual.

Há alguns anos eu visitei Atenas e escalei uma rocha chamada Monte de Marte. Eu fiquei no lugar onde eu imaginava que Paulo tinha se confrontado no Areópago, o sábio homem no centro cultural do mundo. Paulo desafiou os atenienses referindo-se à sua própria cultura e seus falsos altares, e depois pregou o evangelho, proclamando que Deus havia ressuscitado Jesus dentre os mortos.

É a mesma mensagem que eu prego nas prisões hoje em dia. Eu penso que é bem mais divertido permanecer em uma crença que dura dois mil anos do que pular de uma para outra.

Poucas pessoas aceitaram o convite que Paulo fez naquele dia para seguirem Cristo. Mas bilhões seguiram Paulo desde aquela época porque Cristo tem um poder inevitável. Ele tem o poder de impedir que Satanás controle nossas almas e de transformar alegremente nossas vidas.

Orwell estava certo: em uma crise, nós geralmente temos o dever de reafirmar o óbvio. E a Páscoa é um bom momento para os cristãos reverem sua confusão doutrinária, irmã das verdades óbvias do Cristianismo.

O maior desafio dos cristãos atuais é não reinventar o Cristianismo, mas descobrir seus ensinamentos mais importantes.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quando os ateus acreditam

Por Charles Colson

Em anos recentes, um dos principais produtos exportados pelo Reino Unido ao mundo tem sido uma carga de livros por autores ateus, tais como o biólogo evolucionista Richard Dawkins e o crítico literário Christopher Hitchins. Eles afirmam, basicamente, que a fé é irracional quando colocada de frente com a ciência moderna. Seus trabalhos têm incentivado uma onda de ateísmo militante na Europa ocidental e fomentado a descrença em Deus em vários cantos do planeta. Ninguém sabe ainda aonde este movimento vai dar, e mesmo se vai chegar a algum lugar além das estantes das livrarias, do sucesso editorial – Deus, um delírio, de Dawkins, virou bestseller – e das discussões acadêmicas. Isso porque, lá mesmo na Grã Bretanha, outros autores ateus parecem estar repensando o que falaram.

Será que há um outro avivamento varrendo a Inglaterra? Não; eles apenas estão examinando a racionalidade do cristianismo e as mesmas crenças que Dawkins e outros estão explorando de maneira bem vantajosa, mas chegam a conclusões bem opostas. Antony Flew, um erudito de fama bem estabelecida, foi o primeiro a dizer que tinha de ir “aonde as evidências o levavam.” Logo, chegou à conclusão de que dentro da teoria evolucionária não existe uma explicação lógica para a origem da vida. Embora ainda não acredite no Deus bíblico, Flew já concluiu que o ateísmo não é logicamente sustentável. De igual modo, Matthew Parris, outro ateu britânico notório, cometeu o erro de ir visitar obreiros evangélicos que atuam com ajuda humanitária em Malauí, na África. Lá, viu o poder do Evangelho transformando a vida de pessoas de maneira inquestionável. Preocupado com o que, disse: “Isso confunde minha crença ideológica, também teima em não se encaixar na minha visão do mundo e também envergonha minha suposição de que não existe um Deus.”

Ainda que Parris não queira seguir adiante com as observações que fez, ele está obviamente lutando com a percepção de mundo do cristianismo faz mais sentido do que a de outras cosmovisões. A verdade é que fé e razão não são inimigas. Se isso puder ser explicado de maneira consistente, pode influenciar as chamadas pessoas pensantes a considerarem as reivindicações de Cristo. Um forte argumento empírico pode ser feito para mostrar que o cristianismo é a única explicação racional da vida. As perguntas básicas que as pessoas fazem acerca da própria existência – de onde viemos, qual o propósito de nossa existência e para onde vamos – encontram resposta no cristianismo. Além disso, a fé cristã ensina que os seres humanos são criados à imagem de Deus, e assim sua dignidade é protegida. Não é apenas uma mera coincidência o fato de que são os cristãos que têm travado a maioria das campanhas sobre direitos humanos.

Vejamos a questão do pecado. Se as pessoas são boas, ou como argumentou o filósofo político Rousseau, os problemas podem ser resolvidos ao se criar um Estado utópico. Mas todos os esquemas utópicos da história acabaram em tirania. Enquanto isso, as religiões orientais enxergam a vida como um ciclo infindável de sofrimento. Não existe nenhuma maneira pelo qual os pecados possam ser perdoados – sendo que no Islã o conceito do perdão é simplesmente desconhecido.

Obviamente, nada disso é novidade. Acontece que, ontem como hoje, uma longa lista de ateus notórios, concentrados na sua grande maioria na Inglaterra, tem voltado para os caminhos da fé. Esses incrédulos começaram a analisar a racionalidade dos postulados do cristianismo e convenceram-se de que a Bíblia fala mais acertadamente sobre a condição humana – a própria definição de uma escolha racional. Quer tenha sido na Era Vitoriana, com Thomas Cooper, George Sexton e Joseph Barker, ou no século 20, com T.S. Eliot, Graham Greene e C.S. Lewis, todos concluíram que é perfeitamente racional escolher uma visão do mundo que nos oferece a melhor escolha para viver e que seja coerente com a maneira pela qual a vida realmente funciona.

O que isso nos diz? As pessoas hoje possuem uma visão caricaturada dos cristãos, vendo-os muitas vezes como seguidores, às vezes hipócritas e críticos, de um livro desatualizado, um compêndio antigo de meras ilusões. Mas se os cristãos puderem explicar porque sua fé é tão razoável, o cristianismo se tornará uma proposta atraente que abrirá a mente – e possivelmente o coração – daqueles muitos que duvidam. Embora não possamos chegar a Deus através da razão, pode-se dizer que o cristianismo é a explicação mais racional da realidade em que vivemos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Este é o meu Rei (That's my King)


“A Bíblia diz que o meu Rei é um rei de sete facetas. É o Rei dos judeus; portanto, um rei racial. É o Rei de Israel; ou seja, um rei nacional. É o Rei da Justiça. O Rei das Eras. O Rei do Céu. O Rei da Glória. O Rei dos reis. Além de ser um rei de sete aspectos, Ele é o Senhor dos senhores. Esse é o meu Rei. Quero perguntar agora, você O conhece?
(…)

O meu Rei é um rei soberano. Medida alguma pode definir Seu amor ilimitado. Nem o mais poderoso telescópio construído pelo homem pode tornar visíveis as fronteiras infinitas de Seu poder. Nenhuma barreira pode impedi-Lo de derramar Suas bênçãos.
Ele é sempre forte. Inteiramente sincero. Eternamente fiel. Imortalmente gracioso. Infinitamente poderoso. Imparcialmente misericordioso. Você O conhece?
(…)
Ele é o maior fenômeno que já cruzou o horizonte deste mundo. É o Filho de Deus. O Salvador dos pecadores. O eixo da civilização. Ele permanece na solitude de Si mesmo. É autêntico e único. Não tem paralelos nem precendentes.
É a idéia mais elevada na literatura. É a maior personalidade na filosofia. É o problema supremo na alta-crítica. É a doutrina fundamental da verdadeira teologia. É o milagre das eras. Sim, Ele é. É o superlativo de tudo que é bom que você escolha chamá-lo. É o único qualificado para ser nossa todo-suficiência. Pergunto a mim mesmo se você O conhece hoje.
(…)
Ele dá força aos fracos. Está à disposição dos que são tentados e provados. Tem compaixão e salva. Fortalece e sustenta. Guarda e guia. Cura os doentes. Purifica o leproso. Perdoa o pecador. Quita os devedores. Livra os cativos. Defende os fracos. Abençoa os jovens. Serve aos desventurados. Cuida dos idosos. Recompensa os diligentes. E confere beleza aos mansos. Será que você O conhece?
Este é o meu Rei. Ele é a chave do conhecimento. A fonte da sabedoria. A porta do livramento. O caminho da paz. A estrada da justiça. A vereda da santidade. A porta da glória. Você O conhece?
Seu cargo é multiforme. Sua promessa é certa. Sua vida é incomparável. Sua bondade ilimitada. Sua misericórdia eterna. Seu amor nunca muda. Sua palavra é suficiente. Sua graça basta. Seu reino é de justiça. “Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve” (Mateus 11.30). Gostaria de poder descrevê-Lo para você.
(…)
Ele é indescritível. Ele é incompreensível. É invencível. É irresistível. Você não consegue tirá-Lo da mente. Não pode tirá-Lo da mão. Não pode sobreviver a Ele e não pode viver sem Ele. Herodes não pode matá-Lo. A morte não O deteve e o sepulcro não conseguiu segurá-Lo. Esse é o meu Rei!”.

Originalmente, esse é um poema do Dr. S.M. Lockridge, falecido pastor batista americano. O poema se chama “That’s My King”, e é lindo. (...) vocês podem ver um vídeo compilado com diversas imagens e o áudio original da mensagem que o Dr. Lockridge pregou em 76.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Jesus está na Igreja - Parte Final


Verso 43. Quando os dias de festa terminaram, a Bíblia nos diz que o menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais soubessem.
Numa grande “caravana” era bem possível que os pais não soubessem onde estava um filho. Nas caravanas, as mulheres iam a frente com as crianças pequenas, enquanto os homens seguiam com as crianças mais velhas. É possível que tanto José quanto Maria pensassem que Jesus estava com o outro. Quando deram por si que Jesus não estava com eles, começaram a procurá-lo.
Muitas vezes nessa longa caminhada que se chama vida nós achamos que estamos com Jesus, mas talvez, nem estamos mais. Durante essa caminhada podemos nos distrair com “n” coisas que nos façam perder o foco e o foco é servir ao Senhor Jesus. Talvez o pecado, o abatimento espiritual ou outra coisa relacionada a isso nos façam perder o Senhor pelo caminho.
Verso 44; Sem Jesus nós tentamos encontrá-lo entre parentes e amigos, mas, não o achamos.
Quando Jesus não está conosco e nós não estamos “em” Jesus, sentimos um imenso vazio que ninguém – nem parentes, nem amigos nem lugares – pode tirar de nós a não ser o próprio Jesus. Santo Agostinho disse no seu famoso livro Confissões: “Criaste-nos para Ti, e nossos corações permanecem inquietos enquanto não descansam em Ti”. Só Jesus preenche nossa necessidade, só Jesus nos da paz e esperança, QUEM TEM JESUS TEM TUDO!
Ao voltarem para Jerusalém, José e Maria encontram Jesus no Templo (verso 46)
Depois de tanto o procurar em todos os cantos e em dezenas de pessoas eles o encontram depois de dias de aflição.
Verso 49; Jesus fica muito surpreso com o desespero de seus pais devido a “não saberem” onde ele estava.
Onde mais Jesus poderia estar? JESUS ESTÁ NA IGREJA!

Conclusão
Jesus tem encontros marcados com você. Ele deseja que você esteja na presença d’Ele. Mas para estar com Jesus devemos nos reunir com o povo d’Ele e estar na casa d’Ele. Uma televisão não pode tomar este lugar, um outro lugar de festa ou divertimento não pode ocupar este lugar. Em todos os cultos, em todas as reuniões Jesus está nos esperando e para encontrá-Lo devemos ir a Igreja. Já que Jesus está na Igreja.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Jesus está na Igreja - Parte I


Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.
(Lucas 2:41 - 52)

Lucas é o único que nos relata qualquer coisa sobre a infância de Jesus. É bem provável que o médico Lucas tenha pesquisado tais acontecimentos que compõe seu Evangelho com a própria Maria. Por ter sido escrito no ano 64 – 70 d.C., não há dúvida que Maria fosse umas das fontes de Lucas. O verso 51b (... sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração) é muito particular, algo que somente o próprio personagem poderia contar.
No texto lido nós podemos observar que o menino Jesus e seus pais “terrestres”, estavam indo à Jerusalém para a festa da Páscoa. Todos os judeus homens tinham a obrigação de freqüentar o templo 3 vezes ao ano: na Páscoa, no Pentecoste e na festa dos Tabernáculos. A Mishna expressamente isentava as mulheres da obrigação, mas alguns rabinos pensavam que elas deviam subir ao templo, e algumas, naturalmente, o faziam.
O texto nos fala de 2 características importantíssimas de uma família que serve a Deus.
Verso 41. Anualmente; A primeira característica indica o profundo cuidado em cumprir as exigências da Lei, já que estas festas estão na Lei do Senhor (Ex 23.15; Dt 16.1-8). Aqui nós temos a primeira família cristã da história do cristianismo. Uma família cristã que cumpri o mínimo que se espera dela: “Conhecer as Leis do Senhor Deus – Sua Palavra – e fazer a vontade d’Ele.
Uma família cristã conhece a Palavra de Deus porque a lê, medita nela, fala sobre ela. Você tem lido a Palavra de Deus na sua casa? Você tem falado dela com teu esposo, com tua esposa e com teus filhos? Você tem incentivado seu cônjuge e filhos a ler a Bíblia para que eles e você saibam qual é a vontade de Deus?
A Bíblia diz que eles foram a Jerusalém adorar, pois, eles foram ao templo.
Outra característica de uma família cristã é que ela vai aos eventos e confraternização de sua Igreja. A presença em todas as 3 festas de Israel era difícil com os judeus espalhados por todo o mundo romano e além dele, mas muitos faziam o esforço e não faltavam a programação judaica.
Na ocasião, José, Maria e Jesus levaram quase 2 ou mais dias para chegar a Jerusalém e isto “a pé”. Mesmo morando dias de distância do templo, eles observavam a Palavra e iam ao encontro do Deus deles para adorá-Lo. Muitas pessoas moram a 5, 10, 20 minutos da Igreja e não vão aos cultos. Os judeus iam a pé pelo deserto, expostos a chuva e sol ardente, muitos de nós temos carros e mesmo assim falhamos em não cumprir a programação da Igreja.
Nós não temos os eventos idênticos aos de Israel, porém, nós temos os cultos e outras atividades na Igreja que não devemos deixar de participar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como foi o surgimento do Pentecostalismo


Certa vez, a revista Time listou os cem maiores eventos do segundo milênio e colocou o Pentecostalismo em 68o lugar. O Dicionário do Cristianismo na América diz que o Pentecostalismo é “o desenvolvimento mais significativo do Cristianismo no século XX”.
Apesar de muitos considerarem o Reavivamento da Rua Azuza (1906) como o nascimento do Pentecostalismo moderno, o falar em línguas teve lugar em duas reuniões santas anteriores, uma em Topeka, Kansas, em 1901, e a outra em Cherokee County, Carolina do Norte, em 1896.
É difícil dizer qual é a denominação pentecostal mais antiga. A Igreja Santa Unida e a Igreja de Deus (ambas de Cleveland) apontam para raízes pré-pentecostais antes de 1886. a Igreja da Santidade Pentecostal, tem raízes pentecostais antes de 1879, e foi a primeira a adotar uma Confissão de Fé Pentecostal, em 1908.
Os primeiros pentecostais afirmam que o dom de línguas não foi primeiramente o ato de falar línguas celestiais (glossolalia), mas sim, outras línguas humanas (xenolalia). Qual o propósito? Um dos primeiros líderes,Charles Parhem, disse ,“eu senti por anos que nenhum missionário que saía aos campos estrangeiros podia pregar na língua dos nativos, e que se Deus sempre havia equipado seus ministros dessa forma [pela xenolalia], ele podia fazer isso hoje”. Apesar de algumas histórias sobre xenolalia existirem, elas não foram confirmadas.
Muitos dos primeiros pentecostais eram pacifistas. Quando a Primeira Guerra estourou, alguns pentecostais clamaram por um “grande conselho de paz”, onde eles poderiam expor sua oposição contra a guerra. Todas as grandes denominações pentecostais, em algum momento, adotaram uma resolução pacifista.
Os pentecostais têm sido tão rígidos quanto fundamentalistas quanto ao comportamento social. Além de acabar com vícios como o álcool, tabaco, e cinema, eles criticaram as gomas de mascar, os vestidos de manga curta, bebidas leves, e gravatas. No Brasil por muitos anos proibiram seus membros de ver televisão e as mulheres de se maquiarem.
Apesar disso, a maioria dos pentecostais vieram da classe trabalhadora, um movimento que cresceu entre os pobres e pessoas à margem da sociedade. Os primeiros pentecostais ensinaram uma “teologia dos pobres”, interpretando seu notável crescimento como um favor especial de Deus sobre os pobres.
A harmonia racial marcou os primeiros estágios do movimento: o Reavivamento da Rua Azuza foi liderado por um negro, William Seymour, e negros e brancos adoravam a Deus e compartilhavam a liderança da igreja. Como um historiador pentecostal observou: “A fronteira de cor foi lavada no sangue”.
Os pentecostais encontraram ocasião para argumentar e discordar entre si sobre quase todos os assuntos, desde a proibição da carne de porco até a doutrina da Trindade. O resultado: hoje, mundialmente, existem mais de 12 mil denominações pentecostais ou carismáticas.
Existiam muitas mulheres pastoras e pregadoras nos primeiros anos do movimento, e a pentecostal mais conhecida do século XX foi a evangelista Aimee Semple McPherson. Outra pregadora famosa foi Maria Woodworth-Etter, que certa vez argumentou, “este é o tempo para as mulheres deixarem suas luzes brilharem; para exporem seus talentos que foram travados pela ferrugem, e usá-los para a Glória de Deus”.
Para muitos pentecostais, línguas e curas têm sido recursos para grandes finalidades. Como um moderno líder pentecostal colocou,” apesar de todas as suas contradições, os pentecostais não gastam todo seu tempo falando em línguas, eles tem insistentemente tentado trazer pessoas a Cristo”.
A maior igreja pentecostal do mundo está na Coréia do Sul: a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, pastoreada por David Yongii Cho. A igreja tem mais de 800 mil membros. A Assembléia de Deus do Brasil, tem cerca de 15 milhões de adeptos, dividida em várias congregações, diferentemente da igreja coreana, que é concentrada em apenas um templo.
O Pentecostalismo se tornou o grupo cristão de crescimento mais rápido do mundo. Com aproximadamente meio bilhão de adeptos, ele é, depois do Catolicismo romano, a maior tradição cristã.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Teologia Quente - Por Dan Kimball


Marcando 55 minutos no relógio, eu quase bati o recorde de sermão mais longo pregado por mim. Era um sermão sobre o inferno.
Em nossa série de mensagens intitulada “teologia quente”, os tópicos eram selecionados por sugestões da congregação. A pergunta mais comum foi: “Um Deus de amor manda pessoas para o inferno?”. Isso é algo difícil de discursar em 35 minutos.
Os assuntos inferno e julgamento estão presentes em todo o Novo Testamento. Mesmo assim, não ouvimos muito sobre eles nos dias de hoje – ao menos, não na igreja. Tendemos a enfatizar outros assuntos, repetidamente, ignorando aquele, sobre o qual Jesus falava a todo tempo. Há exceções, mas pregadores anunciando “converta-se, ou você se queimará” são raros hoje em dia.
Há um episódio do seriado Seinfeld no qual o namorado da Elaine, Puddy, se torna um cristão. Ele começa ouvindo música evangélica e fica avisando insistentemente a Elaine que ela vai para o inferno. Em um determinado momento, ele pede para ela roubar o jornal dos vizinhos, pois já que ela “iria pro inferno, não tinha problema em fazer aquilo”. Elaine “explodiu” e começou a bater nele com o jornal, dizendo: “se eu vou para o inferno, você ao menos deveria se preocupar com isso!”.
Creio que Elaine esteja certa. Nós não podemos encarar o inferno como uma mera doutrina, desconsiderando a impacto humano que ela causa. O ensino sobre o inferno não deve acontecer para que as pessoas conheçam os pormenores da fé cristã, ou para que a curiosidade teológica seja satisfeita. Se cremos na realidade do inferno e no fato de que aqueles que foram criados por Deus à sua imagem haverão de viver a eternidade em comunhão com ele ou distante dele, deveríamos anunciar as boas novas do evangelho e também aquelas notícias que não são tão agradáveis.
É evidente que isso exige equilíbrio. Cristãos têm sido acusados de fazerem do inferno seu principal tópico para anunciar a salvação. Penso ser esta uma alteração do evangelho completo, anunciado em 1 Co 15. Todavia, se ignorarmos a realidade do inferno e do julgamento, faremos de um dos maiores ensinos de Jesus uma simples metáfora obscura.
Pela tendência da igreja quanto ao desequilíbrio no que diz respeito ao anúncio do inferno, além das pressuposições culturais sobre vida após a morte, iniciei meu sermão lendo com a congregação todas as passagens do Novo Testamento sobre o inferno. Isso tomou algum tempo, mas fez com que as pessoas ficassem atentas e pensativas. Nós comparamos aquelas passagens com o popular “portal do inferno” para vermos como tivemos nossas convicções influenciadas pela cultura, como o diabo vermelho com chifres e tridente, por exemplo.
Em seguida, analisamos os conceitos de vida após a morte presentes em outras culturas e confissões religiosas. Os cristãos não são os únicos que crêem no “inferno”. Apesar do crescente desconforto de nossa cultura com a idéia do julgamento eterno, não deveríamos nos constranger ao anunciar uma tese tão defendida por diversos segmentos religiosos ao longo de todas as épocas, inclusive a vigente.
Liderei a congregação em um estudo das palavras que são traduzidas por “inferno”: Jesus utilizou Gehenna, o depósito de lixo nos arredores de Jerusalém, onde os corpos eram lançados, onde os vermes os comiam e o fogo não parava de queimar.
Finalmente, voltamos para Elaine do seriado Seinfeld e destacamos o que é mais importante: a missão.
Como afirmou Charles Spurgeon, “Se pecadores haverão de perecer, que pereçam com nossos braços ao redor de seus joelhos; que ninguém experimente os tormentos do inferno sem que tenha recebido nosso aviso e nossas orações”.

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Solidão e solidariedade - Nelson Bolmicar


Um querido pastor e mestre, recentemente falecido, dizia que pastorado é o chamado para uma caminhada, muitas vezes, solitária. Não se trata de uma declaração nova e nem surpreendente, mas, vindo de uma pessoa muito experimentada e que sempre conviveu na realidade das igrejas, expressa a realidade. Também tenho experimentado isso por diversas ocasiões, em muitos anos de andanças servindo ao Reino de Deus como missionário e pastor.
Solidão é o caminho que nos isola. É trilha inversa ao que chamamos de solitude, que é a decisão intencional de estar a sós para orar, refletir, meditar – trata-se de uma disciplina espiritual, inclusive recomendada na construção de uma espiritualidade cristã. Disciplina esta, porém, que nos chama, depois de experimentada, à experiência comunitária, à integração e à doação mútua, diferentemente da solidão.
A solidão é o caminho desejado, por vezes voluntariamente – e equivocadamente – pelo próprio ministro do Evangelho. Ou é a realidade que se apresenta pelas circunstâncias, num modelo de vivência e prática da vocação, dentro da própria estrutura eclesiástica ou institucional, quando sentimentos de competição, busca pelo poder e influência religiosa propiciam a superficialidade e a fragilidade de possíveis amizades. Solidão é também o caminho possível para homens e mulheres que têm temperamentos mais introspectivos ou tímidos.
Muitos modelos contemporâneos de pastorado, construídos dentro de estruturas organizacionais e corporativas e baseados no crescimento da obra, têm alimentado esse caminho de solidão. Quando líderes ou pastores têm de apresentar resultados para merecerem reconhecimento, dificilmente serão construídas amizades sinceras e duradouras. A solidão, então, torna-se um caminho de proteção, uma espécie de blindagem contra traumas e decepções. Solidão leva ao medo, à desconfiança, ao desencanto e ao desencorajamento para o exercício do ministério e a participação na obra de Deus.Solidão é também uma realidade vivida por muitos obreiros no contexto onde foram servir e trabalhar; é consequência natural de circunstâncias que não desejaram, mas que encontraram no campo no qual se instalaram.
Solidariedade, porém, é um caminho que se contrapõe ao caminho da solidão. O evangelista John Wesley dizia que fomos chamados para viver uma fé solidária e não solitária. A solidariedade é opção promissora para não sermos ministros solitários; é também motivação para que o ministério pastoral influencie cada ovelha a olhar com outros olhos a realidade na qual está inserida e cada comunidade cristã a praticar a justiça e a agir na sociedade com obras de amor, socorro e misericórdia. A solidariedade deve rechear nossa agenda religiosa, de modo que andemos na direção do Deus Trinitário e do próximo, em comunhão e edificação.
A solidariedade vai sendo construída e exercitada quando abrimos espaço para irmãos chegarem mais perto de nossos corações e famílias. É solidariedade que encoraja e incentiva os outros nascidos da fé a construírem relacionamentos sinceros conosco, acolhendo nossa humanidade e autenticando a verdade e sinceridade de nosso chamado. Assim serviremos juntos enfrentando o desafio de sermos igrejas que sinalizem o reino, e também o poder do Evangelho transformador de Jesus Cristo.
Solidariedade é encorajada por Tiago, quando escreve que a nossa adoração horizontal deve nos encorajar a sermos praticantes da Palavra, e não somente ouvintes. Viver apaixonadamente a implantação do Reino de Deus é anunciar a salvação em Cristo através de obras de amor, socorro e misericórdia, cuidando da causa dos órfãos, das viúvas, dos que estão sem voz e esperança, numa vida de santidade, conforme Tiago 1.27. Solidariedade é um caminho desejável para todo ser humano, e fundamental para pastores e líderes.
A missão do Evangelho é para todos os que confessam a Jesus como Senhor e Salvador, com seus dons, talentos e profissões, e não somente para pastores e missionários. E a solidariedade é o caminho que nos faz aproximar de outros, facilitando nossa jornada e ajudando o ministro e a Igreja ser menos solitária e mais solidária, propiciando inclusive oportunidades enquanto servimos de construirmos excelentes amizades, amigos mais chegados que irmãos, conforme diz a própria Escritura. A solidariedade facilita e propicia que a compaixão se instale em nossas emoções, e faça parte de nosso estilo de vida. Solidariedade faz parte do coração pastoral de um Deus Triúno que é comunidade, comunitário e solidário, e que veio ao nosso encontro!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tornando a Vida Mais Doce - Parte Final


No texto lemos que Deus mostra um arbusto para Moisés e este acaba com o problema.
Do mesmo modo como esta árvore adoçou aquela água e mudou o gosto dela, Jesus e seu sacrifício na cruz fizeram o mesmo por nós.
Com o sacrifício de Cristo fomos libertos da amarga escravidão do pecado. A Bíblia diz: “... Ele salvará o seu povo de seus pecados”. (Mateus 1:21b)
O pecado pode até parecer agradável por fora, porém, é como um câncer que consome aos poucos a alma. Aqueles que vivem em pecado jamais poderão afirmar que tem uma vida doce. Podem até se enganar e achar que são felizes, mas com o passar do tempo, absorverão e compreenderão a realidade amarga e nociva em que vivem.
Jesus também venceu o mais amargo destino da humanidade: a morte, nos dando um belo e doce presente: a vida eterna. A Bíblia diz em I João 2:25 “E esta é a promessa que ele nos dá, a vida eterna.”
O verso 25, na sua parte final deixa claro que o Senhor “... ali os provou”.
O sentido da frase é: “Deus pôs o povo de Israel a prova”. Muitas vezes o Senhor permite que as coisas nos aconteçam para nos provar, assim como fez com Jó.
Neste incidente Deus estava colocando Israel à prova como fez mais tarde em várias ocasiões. Esta é uma maneira de Deus sondar e conhecer o coração de seus filhos. Reagindo com murmuração, Israel nada mais fez do que mostrar sua verdadeira natureza quando sob provação.
Que tipo de servo de Deus ou cristão você é? Essa resposta sempre será revelada diante de uma prova. Que você saia pelo poder do Espírito Santo vitorioso de todas elas e não como um hipócrita e reprovado. A Bíblia diz: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas quando forem tentados, Ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar”.
Conclusão
(verso 26) A benção de Deus depende sempre da obediência de Seus filhos à Sua vontade revelada.
Jesus tem poder e deseja transformar a possível situação amarga que você esteja enfrentando em “doce”. A tristeza em alegria, a fraqueza em força, o desânimo em ânimo, a falta de amor em presença de amor e etc.
Não importa em qual área de sua vida você esteja experimentando águas amargas, Jesus pode adoçar essa situação para você. Basta clamar a Ele, não resmungar e atender a Sua doce voz, obedecendo a Sua doce vontade.
Entende? A voz de Deus é doce, Sua vontade é doce, Sua presença é doce. É impossível qualquer tipo de amargura resistir.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tornando a Vida Mais Doce - Parte II


(verso 24) O povo murmurou. “Resmungou”, explicitamente contra Moisés, a quem Deus apontara como seu líder, e assim, implicitamente contra o próprio Deus.
Ao fazer isso, os israelitas tipificam toda a humanidade; é por isso que podem nos servir de exemplo e advertência.
O dicionário define a palavra murmurar como: “Falar mal de alguém ou de alguma coisa; queixar-se em voz baixa, maledicência e etc.”.
É natural do ser humano ser pronto para resmungar e tardio em compreender e buscar a solução. O apóstolo Paulo usa o exemplo do povo no deserto para alertar os coríntios, citando todos os erros que eles cometeram contra o Senhor para que seus destinatários não cometessem a mesma tolice. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:11: “Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos”.
Diante de problemas, devemos primeiramente buscar ao Senhor e esperá-lo agir em nosso favor. Não podemos ser rebeldes e mal agradecidos como os israelitas foram, devemos aprender com eles e não cometer os mesmo erros.
(verso 25) Deus mostrou-lhe. O verbo “mostrou” é a raiz da qual se origina a palavra “Tora”, “instrução”. Tal fato por si mesmo demonstra quão mais rico era o conceito hebraico “Tora” do que o sugerido pela palavra “Lei”. Aqui o conhecimento de um meio de benção e salvação é chamado de “tora”.
Aconteceu que o Senhor mostrou-lhes uma árvore e esta simples árvore tornou a água amarga em doce.
Qual era a árvore e como ela fez com que as água ficasse doce é inútil especular.
1. Muitos acreditam que foi um arbusto cuja erva tinha um aroma bem forte. O sabor então cobriria o gosto mineral e tornaria a água agradável ao paladar.
2. Outros não se atentam muito para que tipo de árvore pudesse ser. Apenas deixam claro que o que se destacou ali foi o poder “miraculoso” de Deus.
O texto nos traz uma linda mensagem: “Ainda que existam águas amargas no nosso caminho, Deus pode transformá-las em doce”.
Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”. Mateus 11:28. A mensagem é tanto para problemas amargos como para pessoas amargas devido a tanto problemas. A presença de Deus muda essa realidade amarga, sofrida e cheia de pressão. A mensagem é clara: É só clamarmos a Deus e Ele transformará as águas amargas em doce.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tornando a Vida Mais Doce - Parte I


Depois Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água.
Então chegaram a Mara, mas não puderam beber das águas de lá porque eram amargas. Esta é a razão porque o lugar chama-se Mara. E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: "Que beberemos? "
Moisés clamou ao Senhor, e este lhe indicou um arbusto. Ele o lançou na água, e esta se tornou boa. Em Mara o Senhor lhes deu leis e ordenanças, e os colocou à prova, dizendo-lhes: "Se vocês derem atenção ao Senhor, ao seu Deus e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura".
Exodo 15:22-26

O povo de Israel começara sua grande aventura pelo deserto após seu êxodo do Egito.
Nesta aventura eles começaram a ter experiências com Deus e conhecê-Lo.
1. Conheceram um Deus poderoso que pode derrubar as mais poderosas nações e seus governantes se estes se opusessem em seu caminho.
2. Conheceram um Deus que pode abrir um mar e fazer com que seu povo passe em terra seca.
A cada obstáculo que aparecia, mais eles conheciam o poder de Deus.
Na ocasião, eles tinham acabado de atravessar o mar vermelho e ver os egípcios morrerem enquanto tentavam os alcançar.
Após isso, eles cantaram ao Senhor cânticos de agradecimento e dançaram na presença do Senhor. (Ex 15: 1-21). Depois de toda a celebração eles chegaram ao deserto de Sur e andaram nele por três dias, porém não encontraram água alguma. Quando chegaram a Mara ali encontraram água, porém, não puderam beber, pois, elas eram amargas.
(verso 23). Marah, nome hebraico que significa amarga ou amargura. A palavra mirra deriva da mesma raiz hebraica devido ao seu forte aroma.
A vida pode nos presentear com águas amargas em qualquer área. Às vezes estamos bebendo águas amargas no casamento, na família, com nossos filhos, no trabalho e etc.
Existem pessoas que de tanto serem hostilizadas acabam tornando-se hostis. Pessoas que de tanto beber da mesma fonte amarga acabam vivendo em uma amargura terrível. A vida pode nos machucar tanto que no final, somos ariscos, cheios de rancor e magoa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Série Peregrinos: Charles Finney


Nascido no ano de 1792, na cidade norte-americana de Connecticute,
na Nova Inglaterra, Charles Finney teve o privilégio de ser educado numa
família tradicionalmente puritana. Quando ele tinha dois anos de idade,
seus pais resolveram transferir-se para Nova Iorque. Aos vinte anos,
retornou à Nova
Inglaterra a fim de cursar a Escola Superior. Enquanto prosseguia
nos estudos, pôs-se a lecionar em escolas públicas. Nessa época, já se
havia especializado em latim, grego e hebraico.
Em 1918, começou a estudar Direito nos escritórios de Squire Wright,
de Adams, em Nova Iorque.
Quanto à vida espiritual, seu progresso era quase nulo. Os sermões
que ouvia, achava-os monótonos e sem nenhum atrativo. Sua mente lógica
e agudíssima exigia algo mais consistente. Foi por essa época, que ele
começou a estudar as Sagradas Escrituras. De início, mostrou-se cético.
Mas com o passar dos tempos, não pôde mais resistir: a Bíblia é de fato a
inspirada, infalível e inerrante Palavra de Deus.
O que lhe faltava senão aceitar a Cristo? Deixemos que ele mesmo
fale de sua experiência de salvação: "Num sábado à noite, no outono de
1821, tomei a firme resolução de resolver de vez a questão da salvação de
minha alma e ter paz com Deus".
Finney, porém, não se conformava. Queria mais de Cristo. Sua fome
pelo Senhor era insaciável. Foi assim, buscando incessantemente a Deus,
que veio ele a ser batizado no Espírito Santo. Que o próprio Finney narre
como se deu sua experiência pentecostal:
"Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, parecia-me ter encontrado o
Senhor Jesus Cristo face a face. Não me entrou na mente, na ocasião, nem
por algum tempo depois, que era apenas uma concepção mental. Ao
contrário, parecia-me que eu o encontrara como encontro qualquer pessoa.
Ele não disse coisa alguma, mas olhou para mim de tal forma, que fiquei
quebrantado e prostrado aos seus pés. Isso, para mim, foi uma experiência
extraordinária, porque parecia-me uma realidade, como se Ele mesmo
ficasse em pé perante mim, e eu me prostrasse aos seus pés e lhe
derramasse a minha alma. Chorei alto e fiz tanta confissão quanto possível,
entre soluços. Parecia-me que lavava os seus pés com as minhas lágrimas;
contudo, sem sentir ter tocado na sua pessoa.
"Ao virar-me para me sentar, recebi o poderoso batismo com o
Espírito Santo. Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o
Espírito Santo desceu de tal maneira, que parecia encher-me o corpo e a
alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente.
De fato, parecia-me como ondas de amor liqüefeito; porque não sei outra
maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus.
"Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado
no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer
que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu
coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar:
'Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim! Senhor, não
suporto mais!' Contudo, não receava a morte.
"Quando acordei, de manhã, a luz do sol penetrava no quarto.
Faltam-me palavras para exprimir os meus sentimentos ao ver a luz do sol.
No mesmo instante, o batismo do dia anterior voltou sobre mim. Ajoelheime
ao lado da cama e chorei pelo gozo que sentia. Passei muito tempo sem
poder fazer coisa alguma senão derramar a alma perante Deus".

domingo, 30 de janeiro de 2011

Calvinismo


História
O calvinismo foi uma doutrina criada por João Calvino (século XVI), um dos principais reformadores protestantes. Na escola de Calvino, em Genebra, receberam instruções os fundadores da Igreja Presbiteriana. Calvino tentou transformar Genebra num Estado de fé Calvinista. Queria criar uma teocracia - forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida por seus representantes na Terra. Assim, estabeleceu leis que foram dirigidas por suas doutrinas religiosas, abriu escolas, estimulou o comércio exterior, proibiu jogos de azar, alcoolismo, danças e outros.
Perseguia seus opositores e defendia a pena de morte a hereges. Mandou queimar Miguel Serveto, que era um médico contrário às suas doutrinas. Jacques Gruet foi decapitado, acusado de blasfêmia. Entre os anos de 1542 e 1546 havia em Genebra vinte mil pessoas apenas. Dessas, cinqüenta e sete foram executadas, sessenta e seis banidas e um número incalculável de encarceramentos. Todos esses casos foram por motivos religiosos.
O calvinismo desde meados do século XVII era a corrente protestante mais numerosa da Inglaterra, dividindo-se em várias facções, sendo a mais importante a dos puritanos representados principalmente pela média burguesia, contrária ao Estado absolutista e a religião oficial anglicana, que limitavam o direito de propriedade, fazendo com que os puritanos assumissem uma postura de oposição mais radical.
Os presbiterianos , marcados por um comportamento mais moderado, de aceitação ao Estado absolutista, visto que sua composição social majoritária era formada pela alta burguesia e por latifundiários favorecidos pelo Estado. Os anabatistas constituíam o grupo mais radical. Eram socialmente formados por artesãos e camponeses pobres, que combatiam o Estado, reivindicando a devolução de terras e o sufrágio universal. Além de perseguidos pelo Estado anglicano, eram discriminados pelos puritanos que consideravam a pobreza como expressão da falta de graça divina.

LIVROS
O Calvinista é pois no extremo um profundo conhecedor da Bíblia, um moralista, um puritano, que pondera todas as suas ações pela sua relação individual com a moral cristã. O Calvinismo é também o resultado de uma evolução independente das idéias protestantes no espaço europeu de língua francesa, surgindo sob a influência do exemplo que na Alemanha a figura de Martinho Lutero tinha exercido. A expressão "Calvinismo" foi aparentemente usada pela primeira vez em 1552, numa carta do pastor luterano Joaquim Westphal, de Hamburgo.

SALVAÇAO DA ALMA
O Calvinista acredita que Deus escolheu um grupo de pessoas e que as restantes vão para o Inferno. Consequentemente, a pergunta que qualquer Calvinista se faz é: "Estarei eu entre os escolhidos ?".
Como é que um Calvinista sabe se está entre os escolhidos ou não ? Teoricamente, não é ele que o determina. A decisão está tomada. Foi tomada por Deus.
Os Calvinistas tinha como livro sagrado a Bíblia, João Calvino era um grande e profundo conhecedor do livro do Autor da Vida, os Calvinistas só conseguiriam ter a salvação de sua alma por Deus, que Deus já tinha seus eleitos lá no céu, e para o homem não perder seu direito de salvação ele tinha que honrar a Deus com o seu trabalho, se o homem não trabalhasse seria como um insulto ao Senhor.
A doutrina segue os princípios do protestantismo, afirmando o dogma da predestinação, segundo o qual o homem está destinado a salvação ou condenação por escolha divina. Prega a disciplina e a salvação para seus membros, o calvinismo admite os sacramentos do batismo e da Ceia. Na Ceia, Calvino afirma: nela o fiel comunga, com a carne de Cristo, um alimento espiritual real. O Pão não é o Corpo do Senhor, mas significa sua presença, "alimento celeste" para os predestinados e "pão e vinho" para os condenados.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Série Peregrinos: Erasmo de Roterdã


Erasmo de Roterdão (português europeu) ou Roterdã (português brasileiro) (nascido Gerrit Gerritszoon ou Herasmus Gerritszoon; em latim: Desiderius Erasmus Roterodamus; Roterdão, 27 de Outubro de 1466 — Basileia, 12 de Julho de 1536) foi um teólogo e um humanista neerlandês.
Erasmo, com efeito, cursou o seminário com os monges agostinianos e realizou os votos monásticos aos 25 anos, a viveu como tal, sendo inclusive um grande crítico da vida monástica e das características que julgava negativas na Igreja Católica.
Frequentou o Collège Montaigu, em Paris, e continuou os seus estudos na Universidade de Paris, então o principal centro da escolástica, apesar da influência crescente do Renascimento da cultura clássica, que chegava de Itália. Erasmo optou por uma vida de académico independente, independente de país, independente de laços académicos, de lealdade religiosa, e de tudo que pudesse interferir com a sua liberdade intelectual e a sua expressão literária.
Os principais centros da sua actividade foram Paris, Lovaina, Inglaterra e Basileia. No entanto, nunca pertenceu firmemente a nenhum destes sítios. O seu tempo em Inglaterra foi frutuoso, tendo feito amizades para a vida com os líderes ingleses, mesmo nos dias tumultuosos do rei Henrique VIII: John Colet, Thomas More, John Fisher, Thomas Linacre e Willian Grocyn. Na Universidade de Cambridge foi o professor da divindade de Lady Margaret e teve a opção de passar o resto de sua vida como professor de inglês. Ele esteve no Queens' College, em Cambridge e é possível que tenha sido alumnus.
Foram-lhe oferecidas várias posições de honra e proveito através do mundo académico, mas ele declinou-as todas, preferindo a incerteza, tendo no entanto receitas suficientes da sua actividade literária independente.
Entre 1506 e 1509 esteve em Itália. Passou ali uma parte do seu tempo na casa editorial de Aldus Manatius em Veneza. Apesar disto, teve uma associação com académicos italianos menos activa do que se esperava.
A sua residência em Lovaina expôs Erasmo a muitas críticas mesquinhas por parte daqueles que eram hostis aos princípios do progresso literário e religioso aos quais ele devotava a vida. Ele interpretava esta falta de simpatia como uma perseguição e procurou refúgio em Basileia, onde, sob abrigo de hospitalidade suíça, pôde expressar-se livremente e onde estava rodeado de amigos. Foi lá que ele esteve associado por muitos anos com o grande editor Froben, e aonde uma multidão de admiradores de (quase) todos os cantos da Europa o vieram visitar.
O movimento de Martinho Lutero começou no ano seguinte à publicação do Novo Testamento, e foi um teste ao carácter de Erasmo. A discussão entre a sociedade europeia e a Igreja Católica Romana tinha-se tornado tão aberta que poucos se podiam furtar a um pedido de uma opinião. Erasmo, no auge da sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido por um dos lados, mas partidarismo era algo de estranho à sua natureza e hábitos.
Em toda a sua crítica às tolices clericais e aos abusos, ele tinha sempre afirmado que não estava a atacar as instituições da Igreja em si e não era um inimigo do clero. O mundo inteiro tinha rido com as suas sátiras, mas poucos interferiram com as suas actividades. Ele acreditava que o seu trabalho até então o recomendava às melhores mentes e aos poderes dominantes no mundo religioso.
Erasmo tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à Igreja. Tinha um grande respeito pessoal por Martinho Lutero e Lutero sempre falava de Erasmo com reverência pelo seu conhecimento. Lutero esperava obter a sua cooperação num trabalho que parecia o resultado natural do seu próprio. Na sua troca de correspondência inicial, Lutero expressou uma intensa admiração por tudo o que Erasmo tinha feito pela causa de um cristianismo saudável e razoável e encorajou-o a unir-se ao movimento.
Erasmo declinou qualquer compromisso, argumentando que ao o fazer estaria a colocar em risco a sua posição como líder de um movimento por uma sabedoria pura, o que ele via como o objectivo de sua vida. Apenas como um académico independente poderia ele aspirar a influenciar a reforma da religião. A obra de Lutero foi a de providenciar uma nova base doutrinal para as tentativas até então dispersas de iniciar uma reforma. Ao reavivar os princípios quase esquecidos da teologia de Agostinho, Lutero tinha fornecido o necessário impulso para o interesse pessoal na religião, o que é a essência da Reforma Protestante. Erasmo, no entanto, temia qualquer mudança na doutrina e acreditava que não havia espaço dentro das fórmulas existentes para o tipo de reforma que ele apreciava tanto.
Por duas vezes durante o debate, ele entrou no campo da controvérsia doutrinal, uma área que era estranha à sua natureza e práticas prévias. Um dos tópicos com que lidou foi a liberdade da vontade, um ponto crucial. No seu "De libero arbitrio diatribe sive collatio" (1524), ele analisa com inteligência e bom humor os exageros Luteranos sobre as óbvias limitações da liberdade humana. Ele apresenta ambos os lados da discussão de forma imparcial. A sua posição foi de que o Homem estava obrigado a pecar, mas que tinha o direito à misericórdia de Deus apenas se ele a procurasse pelos meios que lhe eram oferecidos pela própria Igreja. A "diatribe" não encorajava qualquer acção definida; este era o seu mérito aos olhos dos Erasmianos e o seu defeito aos olhos dos Luteranos.
Quando Erasmo hesitou em apoiá-lo, isto pareceu aos olhos de Lutero, um homem directo, um evitar de responsabilidade que era devido ou a cobardice ou a falta de visão. No entanto, o lado Católico Romano, que pretendia igualmente manter o apoio de um homem que se tinha declarado tantas vezes como leal aos princípios da Igreja, viu na relutância de Erasmo em tomar partido um sinal de suspeita da deslealdade perante o Catolicismo. A atitude de Erasmo para com a Reforma Protestante pode no entanto ser vista como consistente.
Os males que ele combateu foram os de forma ou foram males de um tipo curável apenas por uma longa e lenta regeneração na moral e vida espiritual na Europa. O programa da "Reforma de Erasmo" era de usar a aprendizagem para remover os piores excessos. No entanto, falhou em oferecer qualquer método tangível para aplicar os seus princípios ao sistema da Igreja existente. Quando Erasmo foi acusado de ter "posto o ovo que Lutero chocou" ele admitiu parcialmente a verdade da acusação mas disse que tinha esperado uma outra espécie de pássaro completamente diferente.
À medida que a opinião pública começa a reagir às opiniões de Lutero, as desordens sociais que Erasmo temia começaram a aparecer. A Guerra dos Camponeses, os distúrbios do Anabaptistas na Alemanha e nos Países Baixos, iconoclastia e radicalismo por toda a parte, parecem confirmar as suas previsões mais obscuras. Se este era o resultado da reforma, ele preferia estar de fora. No entanto, ele começava a ser acusado cada vez mais pela "tragédia". Na Suíça, ele estava ainda mais exposto pela sua associação com homens que eram suspeitos de doutrinas extremamente racionalistas.
A questão-teste era a doutrina dos Sacramentos, e o cerne da questão a observância da Eucaristia. Em parte para livrar-se de suspeitas, Erasmo publicou em 1530 uma nova edição do tratado ortodoxo de Algerus contra o herético Berengar de Tours no século XI. Ele acrescentou uma dedicatória, afirmando acreditar na realidade do corpo de Jesus Cristo após a bênção na Eucaristia, mas admitia que a forma em que este mistério deveria ser expressa fosse matéria de debate. Era-lhe aceitável que a Igreja pregasse a doutrina à maioria dos cristãos e a especulação ficasse mais segura nas mãos dos filósofos. Aqui e acolá Erasmo aponta o princípio de que um homem pode ter duas opiniões sobre assuntos religiosos, uma para si mesmo e seus amigos mais íntimos e outra para o público. Aqueles que se opunham aos Sacramentos, liderados por Oecolampadius de Basileia, estavam, como Erasmo diz, mencionando-o como alguém com ideias semelhantes. Ele nega isto, mas na sua negação traiu aquilo que em conversas particulares é tido como uma visão racional da doutrina da Eucaristia. Tal como no caso da vontade livre, não tinha aqui a aprovação da Igreja.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Série Peregrinos: Charles Haddon Spurgeon


Charles Haddon Spurgeon, comumente referido como C. H. Spurgeon (Kelvedon, Essex, 19 de junho de 1834 — Menton, 31 de janeiro de 1892), foi um pregador batista reformado britânico.
Converteu-se ao cristianismo em 6 de janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Aos dezesseis, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Em 1854, Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor na capela de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano, transferindo-se para novo prédio.
Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação nas Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos.
A importância de Charles Haddon Spurgeon como pregador só encontra parâmetros em seus trabalhos impressos. Spurgeon e seu amigo John Passmore, um editor e membro de New Park Street, começaram, em 1855, a publicar semanalmente sermões impressões, vendidos à baixos preços. Pelos idos de 1850, era uma prática muito comum a publicação e distribuição de sermões escritos, pelos maiores pastores não conformistas tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos. Spurgeon publicou seu primeiro sermão em Cambridge, num sermonário avulso, e em 1855, surgiu a ocasião da publicação semanal. Os sermões pregados por Spurgeon domingo de manhã, eram publicados na quinta-feira seguinte, ( e revisados pelo próprio Spurgeon) e os sermões pregados domingo a noite e quinta-feira a noite eram reservados para futura publicação: isso e mais alguns sermões escritos por Spurgeon quando doente formaram um tal acervo que garantiu a publicação semanal até o ano da morte de Spurgeon, ( até essa data, 2241 publicados) e dos outros até 1917, totalizando 3.653 sermões publicados divididos em 63 volumes ( maior que a Enciclopédia Britânica e até hoje considerada a maior quantidade de textos escritos por um único cristão em toda a história da cristianismo). O sermão nº 537 "A Regeneração Batismal" pregado em 1864, foi o que mais vendeu individualmente quando Spurgeon era vivo; a demanda chegou a 300.000 impressões em uma semana. Em 1892, os sermões de Spurgeon já eram traduzidos para cerca de 9 línguas diferentes.
Muitos sermões de Spurgeon eram enviados via telegrafo aos Estados Unidos e republicados lá: depois de 1865, muitos deles foram censurados, pelo fato de Spurgeon ser totalmente contra a escravidão dos negros africanos (Nessa época, ocorreu a Guerra de Sesseção)
Também escreveu e editou 135 livros durante 27 anos (1857-1892) e editou uma revista mensal denominada A Espada e a Espátula. Seus vários comentários bíblicos ainda são muito lidos. (O seu "Tesouro de Davi”, uma compilação de comentários sobre os Salmos, levou mais de 20 anos para sua conclusão)

Série Peregrinos: Jacobus Arminius


Jacobus, Arminius, nome verdadeiro Jacob Harmensen, Hermansz, ou ainda Harmenszoon (1560-1609), holandês, teólogo e ministro da Igreja Reformada Holandesa que se opôs ao dogma da predestinação e desenvolveu sua própria doutrina conhecida depois como arminianismo. Seu pai faleceu quando Arminius era criança; dois benfeitores custearam seus estudos sucessivamente na escola primária e depois nas universidades de Leiden (1576-1582), Basel e Geneva (1582-1586). Foi ordenado em Amsterdã em 1588, onde se casou.
Em 1603 Arminius foi convidado para uma cadeira de teologia em Laiden, que ele manteve até sua morte. Pôs-se contra seu colega Franciscus Gomarus, o qual pregava que aqueles eleitos para a salvação já estavam escolhidos por Deus antes da queda de Adão. Essa predestinação, - dogma professado pelo Calvinismo mais radical -, não deixava espaço para a misericórdia de Deus, nem para a vontade humana para alcançar a salvação. Então Arminius passou a afirmar uma eleição condicional, na qual a oferta divina da salvação poderia ser ou não afetada pela vontade livre do homem.
Após sua morte alguns de seus seguidores deram apoio a suas teses assinando a "Remonstrance", um documento teológico, assinado em 1610, por 45 ministros e submetido aos Estados Gerais. O ponto crucial do arminianismo é que a dignidade humana requer uma total liberdade de vontade. O arminianismo remonstrante foi debatido em 1618-1619 no sínodo de Dordrecht, uma assembléia da Igreja Reformada Holandesa no qual todos os delegados eram seguidores de Gomarus.
O arminianismo foi desacreditado e condenado pelo sínodo, os arminianos presentes foram expulsos, e muitos outros sofreram perseguição. Em 1629, no entanto, os trabalhos de Arminius (Opera theologica) foram publicados pela primeira vez em Leiden, e por volta de 1630 a Irmandade Remonstrante conseguiu tolerância . Foi finalmente reconhecida oficialmente na Holanda em 1795.
O Arminianismo é uma escola de pensamento soterológica de dentro do cristianismo protestante, baseada sobre idéias do teólogo reformado holandes Jacó Armínio (1560 - 1609) e seus seguidores históricos, os Remonstrantes. A aceitação doutrinária se estende por boa parte do cristianismo desde os primeiros argumentos entre Atanásio e Orígenes, até a defesa de Agostinho de Hipona do "pecado original."
Desde o século XVI, muitos cristãos incluindo os batistas (Ver A History of the Baptists terceira edição por Robert G. Torbet) tem sido influenciados pela visão arminiana. Também os metodistas, os congregacionalistas das primeiras colônias da Nova Inglaterra nos séculos XVII e XVIII, e os universalistas e unitários nos séculos XVIII e XIX.

O arminianismo segue os seguintes princípios:

* Os seres humanos são naturalmente incapazes de fazer qualquer esforço para a salvação. (veja também graça preveniente)
* A salvação só é possível pela graça de Deus, a qual não pode ser merecida.
* Nenhuma obra de esforço humano pode causar ou contribuir para a salvação.
* A eleição divina é condicional a fé no sacrifício e Senhorio de Jesus Cristo.
* A expiação de Cristo foi feita em nome de todas as pessoas.
* Deus permite que sua graça seja resistida por aqueles que livremente rejeitam a Cristo.
* Os crentes são capazes de resistir ao pecado, mas não estão além da possibilidade de queda da graça através da persistência, sem o arrependimento do pecado.
O termo arminianismo é usado para definir aqueles que afirmam as crenças originadas por Jacó Armínio, porém o termo também pode ser entendido de forma mais ampla para um agrupamento maior de idéias, incluindo as de Hugo Grotius, John Wesley e outros. Há duas perspectivas principais sobre como o sistema pode ser aplicado corretamente: arminianismo clássico, que vê em Armínio o seu representante; e arminianismo wesleyano, que vê em John Wesley o seu representante. O arminianismo wesleyano é por vezes sinônimo de metodismo. Além disso, o arminianismo é muitas vezes mal interpretado por alguns dos seus críticos que o inclue no semipelagianismo ou no pelagianismo, ainda que os defensores de ambas as perspectivas principais neguem veementemente essas alegações.
Dentro do vasto campo da história da teologia cristã, o arminianismo está intimamente relacionado com o calvinismo (ou teologia reformada), sendo que os dois sistemas compartilham a mesma história e muitas doutrinas. No entanto, eles são frequentemente vistos como rivais dentro do evangelicalismo por causa de suas divergências sobre os detalhes das doutrina da predestinação e da salvação.