Peregrinos

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Jesus está na Igreja - Parte I


Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.
(Lucas 2:41 - 52)

Lucas é o único que nos relata qualquer coisa sobre a infância de Jesus. É bem provável que o médico Lucas tenha pesquisado tais acontecimentos que compõe seu Evangelho com a própria Maria. Por ter sido escrito no ano 64 – 70 d.C., não há dúvida que Maria fosse umas das fontes de Lucas. O verso 51b (... sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração) é muito particular, algo que somente o próprio personagem poderia contar.
No texto lido nós podemos observar que o menino Jesus e seus pais “terrestres”, estavam indo à Jerusalém para a festa da Páscoa. Todos os judeus homens tinham a obrigação de freqüentar o templo 3 vezes ao ano: na Páscoa, no Pentecoste e na festa dos Tabernáculos. A Mishna expressamente isentava as mulheres da obrigação, mas alguns rabinos pensavam que elas deviam subir ao templo, e algumas, naturalmente, o faziam.
O texto nos fala de 2 características importantíssimas de uma família que serve a Deus.
Verso 41. Anualmente; A primeira característica indica o profundo cuidado em cumprir as exigências da Lei, já que estas festas estão na Lei do Senhor (Ex 23.15; Dt 16.1-8). Aqui nós temos a primeira família cristã da história do cristianismo. Uma família cristã que cumpri o mínimo que se espera dela: “Conhecer as Leis do Senhor Deus – Sua Palavra – e fazer a vontade d’Ele.
Uma família cristã conhece a Palavra de Deus porque a lê, medita nela, fala sobre ela. Você tem lido a Palavra de Deus na sua casa? Você tem falado dela com teu esposo, com tua esposa e com teus filhos? Você tem incentivado seu cônjuge e filhos a ler a Bíblia para que eles e você saibam qual é a vontade de Deus?
A Bíblia diz que eles foram a Jerusalém adorar, pois, eles foram ao templo.
Outra característica de uma família cristã é que ela vai aos eventos e confraternização de sua Igreja. A presença em todas as 3 festas de Israel era difícil com os judeus espalhados por todo o mundo romano e além dele, mas muitos faziam o esforço e não faltavam a programação judaica.
Na ocasião, José, Maria e Jesus levaram quase 2 ou mais dias para chegar a Jerusalém e isto “a pé”. Mesmo morando dias de distância do templo, eles observavam a Palavra e iam ao encontro do Deus deles para adorá-Lo. Muitas pessoas moram a 5, 10, 20 minutos da Igreja e não vão aos cultos. Os judeus iam a pé pelo deserto, expostos a chuva e sol ardente, muitos de nós temos carros e mesmo assim falhamos em não cumprir a programação da Igreja.
Nós não temos os eventos idênticos aos de Israel, porém, nós temos os cultos e outras atividades na Igreja que não devemos deixar de participar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Como foi o surgimento do Pentecostalismo


Certa vez, a revista Time listou os cem maiores eventos do segundo milênio e colocou o Pentecostalismo em 68o lugar. O Dicionário do Cristianismo na América diz que o Pentecostalismo é “o desenvolvimento mais significativo do Cristianismo no século XX”.
Apesar de muitos considerarem o Reavivamento da Rua Azuza (1906) como o nascimento do Pentecostalismo moderno, o falar em línguas teve lugar em duas reuniões santas anteriores, uma em Topeka, Kansas, em 1901, e a outra em Cherokee County, Carolina do Norte, em 1896.
É difícil dizer qual é a denominação pentecostal mais antiga. A Igreja Santa Unida e a Igreja de Deus (ambas de Cleveland) apontam para raízes pré-pentecostais antes de 1886. a Igreja da Santidade Pentecostal, tem raízes pentecostais antes de 1879, e foi a primeira a adotar uma Confissão de Fé Pentecostal, em 1908.
Os primeiros pentecostais afirmam que o dom de línguas não foi primeiramente o ato de falar línguas celestiais (glossolalia), mas sim, outras línguas humanas (xenolalia). Qual o propósito? Um dos primeiros líderes,Charles Parhem, disse ,“eu senti por anos que nenhum missionário que saía aos campos estrangeiros podia pregar na língua dos nativos, e que se Deus sempre havia equipado seus ministros dessa forma [pela xenolalia], ele podia fazer isso hoje”. Apesar de algumas histórias sobre xenolalia existirem, elas não foram confirmadas.
Muitos dos primeiros pentecostais eram pacifistas. Quando a Primeira Guerra estourou, alguns pentecostais clamaram por um “grande conselho de paz”, onde eles poderiam expor sua oposição contra a guerra. Todas as grandes denominações pentecostais, em algum momento, adotaram uma resolução pacifista.
Os pentecostais têm sido tão rígidos quanto fundamentalistas quanto ao comportamento social. Além de acabar com vícios como o álcool, tabaco, e cinema, eles criticaram as gomas de mascar, os vestidos de manga curta, bebidas leves, e gravatas. No Brasil por muitos anos proibiram seus membros de ver televisão e as mulheres de se maquiarem.
Apesar disso, a maioria dos pentecostais vieram da classe trabalhadora, um movimento que cresceu entre os pobres e pessoas à margem da sociedade. Os primeiros pentecostais ensinaram uma “teologia dos pobres”, interpretando seu notável crescimento como um favor especial de Deus sobre os pobres.
A harmonia racial marcou os primeiros estágios do movimento: o Reavivamento da Rua Azuza foi liderado por um negro, William Seymour, e negros e brancos adoravam a Deus e compartilhavam a liderança da igreja. Como um historiador pentecostal observou: “A fronteira de cor foi lavada no sangue”.
Os pentecostais encontraram ocasião para argumentar e discordar entre si sobre quase todos os assuntos, desde a proibição da carne de porco até a doutrina da Trindade. O resultado: hoje, mundialmente, existem mais de 12 mil denominações pentecostais ou carismáticas.
Existiam muitas mulheres pastoras e pregadoras nos primeiros anos do movimento, e a pentecostal mais conhecida do século XX foi a evangelista Aimee Semple McPherson. Outra pregadora famosa foi Maria Woodworth-Etter, que certa vez argumentou, “este é o tempo para as mulheres deixarem suas luzes brilharem; para exporem seus talentos que foram travados pela ferrugem, e usá-los para a Glória de Deus”.
Para muitos pentecostais, línguas e curas têm sido recursos para grandes finalidades. Como um moderno líder pentecostal colocou,” apesar de todas as suas contradições, os pentecostais não gastam todo seu tempo falando em línguas, eles tem insistentemente tentado trazer pessoas a Cristo”.
A maior igreja pentecostal do mundo está na Coréia do Sul: a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, pastoreada por David Yongii Cho. A igreja tem mais de 800 mil membros. A Assembléia de Deus do Brasil, tem cerca de 15 milhões de adeptos, dividida em várias congregações, diferentemente da igreja coreana, que é concentrada em apenas um templo.
O Pentecostalismo se tornou o grupo cristão de crescimento mais rápido do mundo. Com aproximadamente meio bilhão de adeptos, ele é, depois do Catolicismo romano, a maior tradição cristã.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Teologia Quente - Por Dan Kimball


Marcando 55 minutos no relógio, eu quase bati o recorde de sermão mais longo pregado por mim. Era um sermão sobre o inferno.
Em nossa série de mensagens intitulada “teologia quente”, os tópicos eram selecionados por sugestões da congregação. A pergunta mais comum foi: “Um Deus de amor manda pessoas para o inferno?”. Isso é algo difícil de discursar em 35 minutos.
Os assuntos inferno e julgamento estão presentes em todo o Novo Testamento. Mesmo assim, não ouvimos muito sobre eles nos dias de hoje – ao menos, não na igreja. Tendemos a enfatizar outros assuntos, repetidamente, ignorando aquele, sobre o qual Jesus falava a todo tempo. Há exceções, mas pregadores anunciando “converta-se, ou você se queimará” são raros hoje em dia.
Há um episódio do seriado Seinfeld no qual o namorado da Elaine, Puddy, se torna um cristão. Ele começa ouvindo música evangélica e fica avisando insistentemente a Elaine que ela vai para o inferno. Em um determinado momento, ele pede para ela roubar o jornal dos vizinhos, pois já que ela “iria pro inferno, não tinha problema em fazer aquilo”. Elaine “explodiu” e começou a bater nele com o jornal, dizendo: “se eu vou para o inferno, você ao menos deveria se preocupar com isso!”.
Creio que Elaine esteja certa. Nós não podemos encarar o inferno como uma mera doutrina, desconsiderando a impacto humano que ela causa. O ensino sobre o inferno não deve acontecer para que as pessoas conheçam os pormenores da fé cristã, ou para que a curiosidade teológica seja satisfeita. Se cremos na realidade do inferno e no fato de que aqueles que foram criados por Deus à sua imagem haverão de viver a eternidade em comunhão com ele ou distante dele, deveríamos anunciar as boas novas do evangelho e também aquelas notícias que não são tão agradáveis.
É evidente que isso exige equilíbrio. Cristãos têm sido acusados de fazerem do inferno seu principal tópico para anunciar a salvação. Penso ser esta uma alteração do evangelho completo, anunciado em 1 Co 15. Todavia, se ignorarmos a realidade do inferno e do julgamento, faremos de um dos maiores ensinos de Jesus uma simples metáfora obscura.
Pela tendência da igreja quanto ao desequilíbrio no que diz respeito ao anúncio do inferno, além das pressuposições culturais sobre vida após a morte, iniciei meu sermão lendo com a congregação todas as passagens do Novo Testamento sobre o inferno. Isso tomou algum tempo, mas fez com que as pessoas ficassem atentas e pensativas. Nós comparamos aquelas passagens com o popular “portal do inferno” para vermos como tivemos nossas convicções influenciadas pela cultura, como o diabo vermelho com chifres e tridente, por exemplo.
Em seguida, analisamos os conceitos de vida após a morte presentes em outras culturas e confissões religiosas. Os cristãos não são os únicos que crêem no “inferno”. Apesar do crescente desconforto de nossa cultura com a idéia do julgamento eterno, não deveríamos nos constranger ao anunciar uma tese tão defendida por diversos segmentos religiosos ao longo de todas as épocas, inclusive a vigente.
Liderei a congregação em um estudo das palavras que são traduzidas por “inferno”: Jesus utilizou Gehenna, o depósito de lixo nos arredores de Jerusalém, onde os corpos eram lançados, onde os vermes os comiam e o fogo não parava de queimar.
Finalmente, voltamos para Elaine do seriado Seinfeld e destacamos o que é mais importante: a missão.
Como afirmou Charles Spurgeon, “Se pecadores haverão de perecer, que pereçam com nossos braços ao redor de seus joelhos; que ninguém experimente os tormentos do inferno sem que tenha recebido nosso aviso e nossas orações”.

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Solidão e solidariedade - Nelson Bolmicar


Um querido pastor e mestre, recentemente falecido, dizia que pastorado é o chamado para uma caminhada, muitas vezes, solitária. Não se trata de uma declaração nova e nem surpreendente, mas, vindo de uma pessoa muito experimentada e que sempre conviveu na realidade das igrejas, expressa a realidade. Também tenho experimentado isso por diversas ocasiões, em muitos anos de andanças servindo ao Reino de Deus como missionário e pastor.
Solidão é o caminho que nos isola. É trilha inversa ao que chamamos de solitude, que é a decisão intencional de estar a sós para orar, refletir, meditar – trata-se de uma disciplina espiritual, inclusive recomendada na construção de uma espiritualidade cristã. Disciplina esta, porém, que nos chama, depois de experimentada, à experiência comunitária, à integração e à doação mútua, diferentemente da solidão.
A solidão é o caminho desejado, por vezes voluntariamente – e equivocadamente – pelo próprio ministro do Evangelho. Ou é a realidade que se apresenta pelas circunstâncias, num modelo de vivência e prática da vocação, dentro da própria estrutura eclesiástica ou institucional, quando sentimentos de competição, busca pelo poder e influência religiosa propiciam a superficialidade e a fragilidade de possíveis amizades. Solidão é também o caminho possível para homens e mulheres que têm temperamentos mais introspectivos ou tímidos.
Muitos modelos contemporâneos de pastorado, construídos dentro de estruturas organizacionais e corporativas e baseados no crescimento da obra, têm alimentado esse caminho de solidão. Quando líderes ou pastores têm de apresentar resultados para merecerem reconhecimento, dificilmente serão construídas amizades sinceras e duradouras. A solidão, então, torna-se um caminho de proteção, uma espécie de blindagem contra traumas e decepções. Solidão leva ao medo, à desconfiança, ao desencanto e ao desencorajamento para o exercício do ministério e a participação na obra de Deus.Solidão é também uma realidade vivida por muitos obreiros no contexto onde foram servir e trabalhar; é consequência natural de circunstâncias que não desejaram, mas que encontraram no campo no qual se instalaram.
Solidariedade, porém, é um caminho que se contrapõe ao caminho da solidão. O evangelista John Wesley dizia que fomos chamados para viver uma fé solidária e não solitária. A solidariedade é opção promissora para não sermos ministros solitários; é também motivação para que o ministério pastoral influencie cada ovelha a olhar com outros olhos a realidade na qual está inserida e cada comunidade cristã a praticar a justiça e a agir na sociedade com obras de amor, socorro e misericórdia. A solidariedade deve rechear nossa agenda religiosa, de modo que andemos na direção do Deus Trinitário e do próximo, em comunhão e edificação.
A solidariedade vai sendo construída e exercitada quando abrimos espaço para irmãos chegarem mais perto de nossos corações e famílias. É solidariedade que encoraja e incentiva os outros nascidos da fé a construírem relacionamentos sinceros conosco, acolhendo nossa humanidade e autenticando a verdade e sinceridade de nosso chamado. Assim serviremos juntos enfrentando o desafio de sermos igrejas que sinalizem o reino, e também o poder do Evangelho transformador de Jesus Cristo.
Solidariedade é encorajada por Tiago, quando escreve que a nossa adoração horizontal deve nos encorajar a sermos praticantes da Palavra, e não somente ouvintes. Viver apaixonadamente a implantação do Reino de Deus é anunciar a salvação em Cristo através de obras de amor, socorro e misericórdia, cuidando da causa dos órfãos, das viúvas, dos que estão sem voz e esperança, numa vida de santidade, conforme Tiago 1.27. Solidariedade é um caminho desejável para todo ser humano, e fundamental para pastores e líderes.
A missão do Evangelho é para todos os que confessam a Jesus como Senhor e Salvador, com seus dons, talentos e profissões, e não somente para pastores e missionários. E a solidariedade é o caminho que nos faz aproximar de outros, facilitando nossa jornada e ajudando o ministro e a Igreja ser menos solitária e mais solidária, propiciando inclusive oportunidades enquanto servimos de construirmos excelentes amizades, amigos mais chegados que irmãos, conforme diz a própria Escritura. A solidariedade facilita e propicia que a compaixão se instale em nossas emoções, e faça parte de nosso estilo de vida. Solidariedade faz parte do coração pastoral de um Deus Triúno que é comunidade, comunitário e solidário, e que veio ao nosso encontro!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tornando a Vida Mais Doce - Parte Final


No texto lemos que Deus mostra um arbusto para Moisés e este acaba com o problema.
Do mesmo modo como esta árvore adoçou aquela água e mudou o gosto dela, Jesus e seu sacrifício na cruz fizeram o mesmo por nós.
Com o sacrifício de Cristo fomos libertos da amarga escravidão do pecado. A Bíblia diz: “... Ele salvará o seu povo de seus pecados”. (Mateus 1:21b)
O pecado pode até parecer agradável por fora, porém, é como um câncer que consome aos poucos a alma. Aqueles que vivem em pecado jamais poderão afirmar que tem uma vida doce. Podem até se enganar e achar que são felizes, mas com o passar do tempo, absorverão e compreenderão a realidade amarga e nociva em que vivem.
Jesus também venceu o mais amargo destino da humanidade: a morte, nos dando um belo e doce presente: a vida eterna. A Bíblia diz em I João 2:25 “E esta é a promessa que ele nos dá, a vida eterna.”
O verso 25, na sua parte final deixa claro que o Senhor “... ali os provou”.
O sentido da frase é: “Deus pôs o povo de Israel a prova”. Muitas vezes o Senhor permite que as coisas nos aconteçam para nos provar, assim como fez com Jó.
Neste incidente Deus estava colocando Israel à prova como fez mais tarde em várias ocasiões. Esta é uma maneira de Deus sondar e conhecer o coração de seus filhos. Reagindo com murmuração, Israel nada mais fez do que mostrar sua verdadeira natureza quando sob provação.
Que tipo de servo de Deus ou cristão você é? Essa resposta sempre será revelada diante de uma prova. Que você saia pelo poder do Espírito Santo vitorioso de todas elas e não como um hipócrita e reprovado. A Bíblia diz: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas quando forem tentados, Ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar”.
Conclusão
(verso 26) A benção de Deus depende sempre da obediência de Seus filhos à Sua vontade revelada.
Jesus tem poder e deseja transformar a possível situação amarga que você esteja enfrentando em “doce”. A tristeza em alegria, a fraqueza em força, o desânimo em ânimo, a falta de amor em presença de amor e etc.
Não importa em qual área de sua vida você esteja experimentando águas amargas, Jesus pode adoçar essa situação para você. Basta clamar a Ele, não resmungar e atender a Sua doce voz, obedecendo a Sua doce vontade.
Entende? A voz de Deus é doce, Sua vontade é doce, Sua presença é doce. É impossível qualquer tipo de amargura resistir.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tornando a Vida Mais Doce - Parte II


(verso 24) O povo murmurou. “Resmungou”, explicitamente contra Moisés, a quem Deus apontara como seu líder, e assim, implicitamente contra o próprio Deus.
Ao fazer isso, os israelitas tipificam toda a humanidade; é por isso que podem nos servir de exemplo e advertência.
O dicionário define a palavra murmurar como: “Falar mal de alguém ou de alguma coisa; queixar-se em voz baixa, maledicência e etc.”.
É natural do ser humano ser pronto para resmungar e tardio em compreender e buscar a solução. O apóstolo Paulo usa o exemplo do povo no deserto para alertar os coríntios, citando todos os erros que eles cometeram contra o Senhor para que seus destinatários não cometessem a mesma tolice. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:11: “Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos”.
Diante de problemas, devemos primeiramente buscar ao Senhor e esperá-lo agir em nosso favor. Não podemos ser rebeldes e mal agradecidos como os israelitas foram, devemos aprender com eles e não cometer os mesmo erros.
(verso 25) Deus mostrou-lhe. O verbo “mostrou” é a raiz da qual se origina a palavra “Tora”, “instrução”. Tal fato por si mesmo demonstra quão mais rico era o conceito hebraico “Tora” do que o sugerido pela palavra “Lei”. Aqui o conhecimento de um meio de benção e salvação é chamado de “tora”.
Aconteceu que o Senhor mostrou-lhes uma árvore e esta simples árvore tornou a água amarga em doce.
Qual era a árvore e como ela fez com que as água ficasse doce é inútil especular.
1. Muitos acreditam que foi um arbusto cuja erva tinha um aroma bem forte. O sabor então cobriria o gosto mineral e tornaria a água agradável ao paladar.
2. Outros não se atentam muito para que tipo de árvore pudesse ser. Apenas deixam claro que o que se destacou ali foi o poder “miraculoso” de Deus.
O texto nos traz uma linda mensagem: “Ainda que existam águas amargas no nosso caminho, Deus pode transformá-las em doce”.
Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”. Mateus 11:28. A mensagem é tanto para problemas amargos como para pessoas amargas devido a tanto problemas. A presença de Deus muda essa realidade amarga, sofrida e cheia de pressão. A mensagem é clara: É só clamarmos a Deus e Ele transformará as águas amargas em doce.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tornando a Vida Mais Doce - Parte I


Depois Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água.
Então chegaram a Mara, mas não puderam beber das águas de lá porque eram amargas. Esta é a razão porque o lugar chama-se Mara. E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: "Que beberemos? "
Moisés clamou ao Senhor, e este lhe indicou um arbusto. Ele o lançou na água, e esta se tornou boa. Em Mara o Senhor lhes deu leis e ordenanças, e os colocou à prova, dizendo-lhes: "Se vocês derem atenção ao Senhor, ao seu Deus e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura".
Exodo 15:22-26

O povo de Israel começara sua grande aventura pelo deserto após seu êxodo do Egito.
Nesta aventura eles começaram a ter experiências com Deus e conhecê-Lo.
1. Conheceram um Deus poderoso que pode derrubar as mais poderosas nações e seus governantes se estes se opusessem em seu caminho.
2. Conheceram um Deus que pode abrir um mar e fazer com que seu povo passe em terra seca.
A cada obstáculo que aparecia, mais eles conheciam o poder de Deus.
Na ocasião, eles tinham acabado de atravessar o mar vermelho e ver os egípcios morrerem enquanto tentavam os alcançar.
Após isso, eles cantaram ao Senhor cânticos de agradecimento e dançaram na presença do Senhor. (Ex 15: 1-21). Depois de toda a celebração eles chegaram ao deserto de Sur e andaram nele por três dias, porém não encontraram água alguma. Quando chegaram a Mara ali encontraram água, porém, não puderam beber, pois, elas eram amargas.
(verso 23). Marah, nome hebraico que significa amarga ou amargura. A palavra mirra deriva da mesma raiz hebraica devido ao seu forte aroma.
A vida pode nos presentear com águas amargas em qualquer área. Às vezes estamos bebendo águas amargas no casamento, na família, com nossos filhos, no trabalho e etc.
Existem pessoas que de tanto serem hostilizadas acabam tornando-se hostis. Pessoas que de tanto beber da mesma fonte amarga acabam vivendo em uma amargura terrível. A vida pode nos machucar tanto que no final, somos ariscos, cheios de rancor e magoa.